segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Essa matemática...

Preços altos, conquanto estimados, nem por isso deixam de ser TÃO custosos. Coração não aprende tabuada.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O grito que preciso ouvir

É certo que a vida não precisa de compartimentos tão isolados assim. Às vezes, esquecemos de abrir as janelas para arejar e mais ainda de destrancar as portas. Tentamos evitar o barulho, a poeira, o sol que desbota, o vento que bagunça. E perdemos as cores, a beleza, o brilho, o contato. Ninguém entra, nada chega, tudo mantido intacto e sem vida, como um museu sem visitantes. Bem pior, não estancamos apenas aos olhos alheios, deixamos de transitar por nós mesmos. Enterramos talentos, potencialidades, criatividade, sensibilidade. Paramos, ao invés de fluir. É preciso um pouco de mistura, certa "confusão ordenada", para viver simples a nossa própria complexidade.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

E quando não for sorriso?

Estou aqui lembrando de um exercício que fizemos com toda a congregação no último culto de ações de graça...

Fomos desafiados a agradecer a Deus por quem Ele é, não pelo que Ele faz. O sentido era buscarmos a essência, para enxergarmos que tudo aquilo que Deus faz deriva dos atributos do seu caráter. Tínhamos que refletir pelo que éramos mais gratos a Deus, mas dissociar de conquistas, pessoas, bens materiais, saúde, família, sucesso etc...

Foi complicado! Estamos acostumados a elevar pensamentos de gratidão - se é que estamos -, mas, na maioria das vezes, fazemos isso em agradecimento por questões pontuais. Parêntesis: não há absolutamente nada de errado em voltar ao Pai os olhos quando recebemos certas dádivas e louvá-lo por reconhecer as suas mãos agindo, Ele certamente se agrada disso. O problema é que, se vinculamos sempre a gratidão ao que ganhamos ou estamos sentindo ou mesmo às coisas boas que se mantêm nas nossas vidas, resta a pergunta: e quando a vida trouxer o reverso do que planejávamos, e quando os sentimentos forem ruins, e quando perdermos o que consideramos tão precioso? Para onde vai a gratidão? E sem gratidão, como fica nosso olhar sobre o mover de Deus? Como fica a nossa confiança e entrega? Como podemos nos relacionar com o Pai?

Pode passar despercebido quase sempre, mas o exercício proposto naquela ocasião é capaz de tornar mais efetiva uma certa colocação que aprendemos a usar muitas vezes no fim das nossas orações, retirada do ensinamento da oração de Jesus, o "Pai Nosso": que seja feita a tua vontade! Inúmeras vezes me flagrei dizendo isso da boca para fora, tal qual respondemos "tudo" a quem nos pergunta "e aí, tudo bem?" enquanto o mundo desaba à nossa volta. "Faça-se a tua vontade, não a minha" parece, assim, requisito formal do diálogo com Deus, quase como o "atenciosamente" ao fim de mensagens em contextos que exigem a etiqueta social.

Desde então, tenho pensado sobre o assunto ao conversar com Deus.

Minha primeira prática foi tentar iniciar (ou, ao menos, não esquecer) de agradecê-lo por seu amor incondicional, por sua fidelidade por mim imerecida, por sua misericória infinita, por sua bondade e sua generosidade incompreensíveis, por sua presença, sua presença, sua imutável presença. E então agradecer por fatos que alegraram o meu coração, mas, fixando os olhos no seus atributos, desafiar-me a confessar meus temores para que sejam tratados ali, em comunhão, de modo que o desejo pela vontade do Pai seja real no coração, seja descanso e seja gratidão desapegada.

Quando realmente isso acontece, sinto o foco mantido no alvo certo, em Deus, não nas bênçãos, sinto-me leve, os medos se dissolvem, sinto-me corajosa, sinto-me como um bebê no colo do Pai.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Do que a gente só parece perder, para então saber encontrar...

O lugar onde sempre quero estar é feito de pessoas. Não de tijolos, mas tesouros, cunhados de afetos, memórias e companheirismo para toda a vida. O meu lugar é ligada àqueles que amo - sem subjuntivo. Àqueles que moram no mais íntimo, esteja eu onde estiver.

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

O que tem sentido...

Sentido é mistério... não é só razão, porque não vem de cálculo e pura lógica, não é só sentimento, porque tem direção. Sentido é algo que se sabe, por saber, ainda que não se possa dizer por completo.

Você trouxe para mim sentido. É novo, desconhecido, mas se revela sentido e já vive aqui.

Você é chegada, rima com caminho, alegria de amadurecer com o que se traz e aprender com o que nasce. É vida, pulsa, é bem querer, e faz tão bem.

"Vieste na hora exata
Com ares de festa e luas de prata
Vieste com encantos, vieste
Com beijos silvestres colhidos prá mim
Vieste com a natureza
Com as mãos camponesas plantadas em mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, prá dentro de mim
Meu amor
Vieste a hora e a tempo
Soltando meus barcos e velas ao vento
Vieste me dando alento
Me olhando por dentro, velando por mim
Vieste de olhos fechados num dia marcado
Sagrado prá mim
Vieste com a cara e a coragem
Com malas, viagens, prá dentro de mim
Meu amor"

Ivan Lins

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Here comes the sun...

Bom é querer estar perto por saber-se junto. Saudade gostosa que muda tudo... centímetros são quilômetros... ontem, faz um segundo.

terça-feira, 2 de agosto de 2011

O dedo estalou, a página virou, o tempo mudou... foram estações e somos verão, outono, inverno, primavera. Algo chegou, partiu... e há tanto a lembrar, ouvir, dizer, sonhar, construir, trabalhar... e mãos dadas, sim, sempre melhor. Tudo vem do alto, do cuidado generoso do Pai, para onde quero dirigir hoje o meu olhar, infinitamente grata!
O mistério desse amor, que é integralmente justo e integralmente acolhedor, escapa-me em absoluto, mas sei que é com ele que me encontro ao chorar de alegria! Assim mesmo, estranho... rs.