sábado, 21 de agosto de 2010

Ah.... gosto dessa música

"...Agimos certo sem querer
Foi só o tempo que errou
Vai ser difícil sem você
Porque você está comigo
O tempo todo
E quando vejo o mar
Existe algo que diz
Que a vida continua
E se entregar é uma bobagem..."

Mas será? Foi só o tempo que errou?

Afinal, como saber? É enigma que, se fosse de esfinge, já tinha me devorado.

Tudo o que sei é que pude sentir o vento, quando cheguei até a praia e vi o mar....

É, eu vi o mar! Eu vi o mar!!! E eu ouvi o que foi dito.

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

É dia deles...

Amanhã, completam-se 36 anos de uma noite festiva, com um buquê de rosas vermelhas... extravagância de uma noiva realizada sob os olhares apaixonados do noivo ansioso por sua chegada ao altar.
Não, eu não estava lá, mas consigo imaginar... eles doaram-me os olhos que tenho, também o cérebro e o coração. Tatão, Celo e eu éramos a parte mais especial do grande projeto. Isso eles também não sabiam, aliás, muito pouco sabiam, mas sonhavam... queriam, apostaram e puseram o pé na estrada da vida, a dois, confiantes na essência, na direção e na base de onde se lançava o desafio. E buscaram do alto a bênção, todo o amor e fôlego...
Pois bem, deu certo, tem dado muito certo, rs. Lá se vão mais de 40 anos desse encontro.
Quando falo do papai, mãe, você está sempre nas entrelinhas, porque não consigo conceber um homem chamado Carlos Oscar sem ver as marcas de sua amada em cada traço. Também assim, pai, não existe uma senhora bonita chamada Rute sem o toque do seu amado, sem o registro dessa comunhão de vidas, de almas.
E assim vocês caminham testemunhando a mim os versos do poeta: "assim como viver sem ter amor não é viver, não há você sem mim e eu não existo sem você".
Novo ano se inicia nessa história. Que flua ainda mais amor, que se renovem as forças, que teimem os sonhos em continuar nascendo. De sintonia, compreensão, tremenda cumplicidade, capacidade de perdoar, de andar outra milha, vocês têm feito um voo bonito de se ver e me ensinado que os mais belos projetos em vida se fazem com companheirismo, amor e entrega... é de mãos dadas.
Que venham outros tantos anos e que a história desse amor siga como o vento, que contorna os obstáculos e nada pode deter, porque, mesmo quando parece incerto, invisível o rumo, não deixa de soprar, sopra como quer e sabe aonde quer chegar.
Parabéns, queridos!

sábado, 31 de julho de 2010

Como os pássaros "aprendem" a voar?

É... por vezes, não há outra alternativa, senão pular, lançar-se em queda livre, para então experimentar de fato que Deus nos sustém e nos fará flutuar e subir nas asas do vento.

E pode doer ao limite, sim, estremecer demais...

... é certo, porém: valerá a pena esperar, confiar e então compreender, no íntimo, que esse exato momento, de profundo vazio abaixo dos pés, mas de absoluta dependência e confiança, foi a experiência mais importante e renovadora de toda uma vida.

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Questão de perspectiva


Penso que, por vezes, Deus nos vê assim. Estranho mesmo é perceber que ficamos tristes ou aborrecidos quando ele toma de nós o "brinquedo" e corta a "diversão".

Nada a dizer, senão "obrigada"!


segunda-feira, 26 de julho de 2010

E um dia então nos encontramos, mas desconheço de fato quando foi que partimos...

E você me olhou pela primeira vez, como se do seu olhar eu pudesse algum dia ter esquecido...

domingo, 25 de julho de 2010

Ainda ...

O silêncio me cobriu por inteiro.

Se o vejo como um manto escuro, denso, sufoco, e fico à procura da borda, para suspendê-lo e respirar aliviada.

Se o vejo como manta suave em dia de inverno, aconchego, e puxo mais um pouquinho até envolver todo o corpo.

Sei que as mudanças silenciosas são as mais profundas, enraizadas, que tocam as entranhas e alteram os rumos em definitivo. O problema é flagrar-se no meio do caminho quando ainda não há bússola apontando a direção exata.

Exigir do silêncio, feito para ser silêncio, que pronuncie urgentemente a sua lógica é quase tão absurdo quanto querer engarrafar o vento.

sábado, 17 de julho de 2010

Poeminha de um amor assim....

Eu quero, como dizia Cazuza, apenas a sorte de um amor tranquilo, vivo e apaixonado. Amar e sê-lo de volta, amor-dado.

Um laço de alma e corpo. E corpo quente, como não?

Feito de momentos e detalhes, gestos e sintonia. Estrada aberta para surpresas, às vezes, lágrimas, nem só de alegria.

Que se alimente do prazer de dividir o passo, mostre-se certo o caminho ou, meia-volta, tudo errado!

Que venha de querer estar junto e também sentir saudade... respeitar pausas, crescer sem pressa e viver cada idade.

Que se encha de cumplicidade, desejo, ternura.

Na estranha equação de dois em um, colecione boas memórias desta vida partilhada com tudo quase ou muito em comum.

Que sejam as lembranças tesouros, talhados pelo tempo na gente, capazes de mover a outra milha quando as pedras surgirem à frente.

De tanto sentido transborde, que as mãos estenda além. Guarde a fé e lá no fundo o lugar de onde brota, a fonte que o sustém.

E por ser imperfeito, desejo-o também intenso, sincero a ponto de sempre mais ter. Para que vivo lute e nunca nunca desista de sorrir-sonhar, recomeçar e ser prazer.

Exagerei?